Terça-feira, 27.05.08

Brandi Carlile

Se vêem televisão, já terão visto o mais recente anúncio da Super Bock. Ou, mais precisamente, ouvido a sua música, em que a sua intérprete berra (musicalmente falando) do fundo dos seus pulmões como se não houvesse um amanhã para o qual a sua pleura possa dar jeito.

Pois a moça tem uma voz brutalíssima, e chama-se Brandi Carlile. A música do anúncio chama-se “The Story”, e diz que até apareceu na série “Grey's Anatomy”.

Como eu adoro covers, e como a qualidade dum artista, mais do que como interpreta as suas músicas, se vê pelo que faz com as dos outros, aqui fica (para ouvir, mas não para sacar) a moça a interpretar, por ordem de BRUTALIDADE:

  • Hallelujah (de Leonard Cohen, conhecida entre nós por outra cover, do malogrado Jeff Buckley);
  • Creep (dos Radiohead);
  • Goodbye Yellow Brick Road (do senhor nascido Reginald Dwight, que a certa altura decidiu meter os papéis para se chamar Elton Hercules John).

Edit - Parece que as primeras duas músicas deixarem de estar acessíveis. :-/

sinto-me: motivado
música: Brandi Carlile - Hallelujah
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Piolho Sintético às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 25.05.08

Overheard ESPECIAL: sem ser no Campo Grande

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Passos Coelho tem alguma vantagem em Leiria, and I quote, “por causa do peso das Caldas”. Ó senhor professor, cuidado com a construção de frases sobre as Caldas...

Piolho Sintético às 21:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 19.05.08

Como encher um iPod de 4GB

  • Arctic Monkeys “Favourite Worst Nightmare”
  • Arctic Monkeys “ Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”
  • Audioslave “Audioslave”
  • Audioslave “Revelations”
  • Chris Cornell “Unplugged in Sweden”
  • Coldplay "X&Y”
  • Daft Punk “Alive 2007”
  • Daft Punk “Discovery”
  • David Gilmour “In Concert”
  • Easy Star All-Stars “Dub Side of the Moon”
  • Easy Star All-Stars “Radiodread”
  • Eddie Vedder “Into the Wild (soundtrack)”
  • Fall Out Boy “Infinity on High”
  • Gnarls Barkley “St. Elsewhere”
  • Gnarls Barkley “The Odd Couple”
  • Gomo “Best of”
  • Mark Ronson “Version”
  • Metallica “...And Justice for All”
  • Metallica “Metallica” (a.k.a. ”Black Album”)
  • Metallica “Load”
  • Metallica “Master of Puppets”
  • Metallica “Reload”
  • Metallica “Ride the Lightning”
  • Metallica “S&M”
  • Muse “Absolution”
  • Muse “Black Holes and Revelations”
  • Muse “H.A.A.R.P.”
  • Muse “Hullabaloo Soundtrack”
  • Muse “Live - Acoustic“
  • Muse “Live“
  • Muse “Origin of Symmetry”
  • Muse “Showbiz”
  • Pink Floyd “Animals”
  • Pink Floyd “Atom Heart Mother”
  • Pink Floyd “Dark Side of the Moon“
  • Pink Floyd “Wish You Were Here”
  • Radiohead “In Rainbows”
  • Radiohead “OK Computer”
  • Soundgarden “A-Sides (Best of)”
  • The Von Bondies “Lack of Communication”
  • The Von Bondies “Pawn Shoppe Heart”
  • The Von Bondies “Raw and Rare“
  • Zero 7 “The Garden”
  • “I Am Sam (OST)” (vários artistas, covers de Beatles)

E podem crer que por esta salada toda em shuffle é quase o mesmo que ouvir rádio. Uma rádio muito surreal, sim, mas uma rádio.

música: David Gilmour - Shine on you crazy diamond (parts VI-IX)
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Piolho Sintético às 23:45 | link do post | comentar | ver comentários (2)

countdown

Há quem conte os dias até ao fim das aulas, até ao fim dos exames, etc.

Eu já me dou por contente em contar os dias — ou melhor, as tarefas — até poder começar a estudar para os ditos exames: já que entre os fim das aulas e o primeiro exame só tenho 1 semana, convém começar o quanto antes.

E a contagem decrescente é:

  • acabar um relatório de um projecto, em grupo (supostamente de 3 pessoas, na prática de 2), e fazer discussão do mesmo lá para dia 6;
  • uma reunião do grupo de investigação;
  • fazer um relatório e uma apresentação de outro projecto (i.e., fazer o projecto todo, ainda não está nicles), em grupo;
  • demonstração de outro projecto;
  • acabar papers e fazer apresentações, sozinho, de dois projectos de cadeiras diferentes (uma delas é a dos filmes);
  • nem sei bem quando (há-de aparecer na pior altura possível e nem vejo donde!), terei um deliverable de um projecto internacional para completar.

*sigh* Haja música, e a minha querida Cat para, mesmo sem se aperceber, me fazer acreditar — porque afinal de contas, ela tornou e torna possíveis coisas à partida bem mais difíceis do que sobreviver ao período pré-epoca de exames.

sinto-me: atarefado
música: Eddie Vedder - Long Nights
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Piolho Sintético às 23:32 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 17.05.08

Lei de Murphy a subir e a descer

Graças à recém-adquirida tutela da Câmara Municipal de Sintra no que toca a inspecção de elevadoresde prédios, aliada àquele fenómeno tipicamente português denominado “tesão do mijo”1, eu (e mais uns quantos conhecidos em prédios das redondezas) estou sem elevadores (ambos!) no meu prédio.

Ora este vosso amigo mora num 5.º andar: são precisamente 100 degraus até ao rés-do-chão. O que vale é que, ao dia de semana, é sair de manhã e voltar ao fim da tarde — duas sessões de exercício aeróbico: uma mais leve de manhã (a descer) e uma provazinha de esforço à tarde/noite (subir depois de um dia de faculdade).

Ao fim-de-semana, nem por isso, mas dava-se um jeito: estava a pensar fazer café em casa, para não ter de ir à rua só para beber café e voltar. Dá-se, porém, que soube depois que tinha de ir à rua — imagine-se, levar o relógio à minha mãe, que se tinha esquecido dele em casa (e claro, com 100 degraus para voltar a subir, e 100 degraus para voltar a descer, e sem umas pernas de jovem na primeira metade da sua 3.ª década de vida, não voltou atrás).

Então lá tive de ir beber café à rua: desço os 100 degraus, saio da porta, falo a uma conhecida que passeava o filhote de meses no carrinho, e depois de lhe falar acende-se uma lâmpada na minha cabeça e digo para mim mesmo (mas audível, creio, pela romena que pedia sentada no passeio): “Merda!”

Esqueci-me da merda do relógio — do único propósito para eu vir beber café à rua.

Posto isto, acho que se pode classificar, mais do que como “lei de Murphy”, como “lei da física“: a probabilidade de esquecer algo em casa é directamente proporcional ao quadrado da dificuldade em voltar para a buscar.

 

1 Para quem não saiba, a ”tesão do mijo” consiste no entusiasmo exagerado que um determinado sujeito imprime a uma actividade nos seus tempos iniciais.

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Piolho Sintético às 14:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 15.05.08

Alegria no trabalho

Se eu vos disser que os ficheiros dos resultados experimentais de um trabalho que estou a fazer para uma cadeira (e que, como tal, terei de entregar para avaliação) contêm coisas como:

HAL
(mouthing the words)
Hey, fuck you.

vocês acreditam? E também acreditam se disser que a palavra fuck e seus derivados, no total dos resultados dos 3 filmes analisados, aparecem cerca de 200 vezes?

música: Metallica - To Live is To Die
Piolho Sintético às 14:50 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 13.05.08

Overheard in Campo Grande #2

Começa a ser frequente querer partilhar estas pérolas ouvidas de passagem num sítio onde passo tanto tempo (a faculdade, claro), por isso, com esta 2.ª calinada, considero inaugurada uma nova secção neste blog: Overheard in Campo Grande (sim, eu tenho uma vaga noção de que devia ser “at Campo Grande”, mas se há pessoas que dizem as barbaridades que eu aqui vou mostrando, eu também tenho o direito de ajavardar uma preposição para manter a pun ao original ).

E a pérola para hoje é, nem mais nem menos que uma senhora que não teve qualquer pudor em fazer o seguinte pedido ao funcionário de um dos bares da faculdade às 7h30 da manhã:

Ó sr Joaquim, meta-me já no pacote.

I rest my case, OK?

sinto-me: atento
música: Soundgarden - Burden in my Hand
Piolho Sintético às 08:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 11.05.08

Um dia óptimo = Um post longo

Relatos de um dia em cheio — com a Cat, pois então. Compensámos, e de que maneira, o facto de o curso de fotografia em que estávamos inscritos ter sido cancelado...

De manhã: Museu Fundação Oriente. Chegámos uns minutos antes da hora de abertura (10:00), e já havia uma fila de dimensão, digamos, média (dizer que “parecia que estvaam a dar bacalhau” seria uma piada fácil demais para o sítio que é(ra) ). Mas claro: na medida em que uma boa parte daquela gente, pelos modos que apresentavam (tanto nas vertentes de “decibelagem desproporcionada” como de “manada de filhos e sobrinhos em caravana”), claramente não estaria ali se não fosse o factor “borla”, pode-se dizer que era uma fila grande. E com pequenada a olhar-nos de olhos esbugalhados q.b. ...

Primeiro, fomos ver o museu propriamente dito — duas exposições temporárias e duas permanentes. As peças são, realmente, interessantes, mas o museu podia estar muito mais convidativo. A maioria das salas são exageradamente escuras (excepto as montras com as  próprias peças), e estão mal organizadas, não existindo uma noção de fluxo (para ver tudo, tinha de se passar várias vezes pelo mesmo sítio); podiam aprender qualquer coisinha com o Ikea...

Depois: workshop de Origami! Com companhia de mais cerca de 15 pessoas — desde reformadas que diziam ter voltado à escola, até uma tiazorra que tratava o filhote (de nome Rodrigo, claro) por “você” e estava com pressa para ir à farmácia — lá dobrámos, cada um, por ordem crescente de dificuldade: um coração, uma caixa, e uma flor.

Nos entretantos, como a quantidade (e qualidade) de gente prometia que almoçar por ali fosse uma tremenda confusão, fomos andando e almoçámos já no local das actividades seguintes: umas pequenas compras (precisava de uns ténis para ver se começo a correr — e que sorte que eu tenho, logo agora a Sport Zone está com 20% de desconto em equipamento running) e cinema.

O filme: “21”, ou “A Última Cartada” — vale a pena, digo-vos eu. Apesar de o final se tornar previsível a partir de certa altura, e de uma determinada cena com um suspense exageradamente longo para um gag também previsível, é bastante entertaining. Chapéu tirado também à (Zon) Lusomundo, por colocar um intervalo de 7 minutos, diria eu, na melhor altura possível: a partir daí, o tom e ritmo do filme muda um bocado. Mas não vou spoilar mais...

Claro que, duma ponta à outra dos eventos que relatei, e ainda pelo resto do dia/noite fora, o melhor acontecimento foi (e é sempre) estar com essa pessoa fantástica que é a minha namorada

Hoje, com pena minha, é dia de ficar por casa (i.e., não perto dela...) a recarregar baterias (físicas) para mais uma semana, e a adiantar uma coisita ou outra da faculdade.

música: Mark Ronson ft. Tiggers - Toxic
Piolho Sintético às 15:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 09.05.08

The Get Out Clause

Os Get Out Clause são uma banda independente de Manchester. Como principiantes que são, o dinheiro não sobeja. E que forma arranjaram eles de realizar um vídeo para uma sua música (“Paper”) com baixo orçamento? Montaram o seu equipamento musical em diversos locais “protegidos“ por câmaras de vigilância (também conhecidas por CCTV), e pediram posteriormente as imagens às entidades que gerem cada uma dessas câmaras — algo garantido por um tipo de legislação inexistente em Portugal, que permite a qualquer pessoa requerer (sem explicações) informação detida por organismos públicos.

Brilhante, não acham?

sinto-me: culinário
música: Radiohead - Subterranean Homesick Alien
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Piolho Sintético às 21:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 07.05.08

desafio das seis coisas, seis, sem importância

Fui desafiado pela Andreia a nomear 6 coisas sem importância. A Cat também me queria ter desafiado (mas a Andreia antecipou-se); de qualquer forma, a Cat deixa um desafio à mesma: nomear 6 coisas sem importância diferentes das dela (o que se torna difícil, acreditem!). Ora aqui vão:

  1. Maddie McCann: desculpem lá, temos pena da menina e tal, mas há mais crianças a desaparecer em Portugal.
  2. “Bandas”/“Cantores/as” derivadas de séries juvenis: coisas tipo D'zrt, 4 Taste, FF, Floribella, por aí. Entristece-me que a dadas alturas o top de vendas de música em Portugal seja dominado por “música” de artistas fictícios (já passaram umas décadas desde os Milli Vanilli... ;) ).
  3. MacBooks: pura vaidade. Costumo chamar-lhes “portáteis da Fisher Price”. E bota “price” nisso...
  4. Second Life: o próprio nome é desaquado, porque quem anda pelo Second Life não tem uma “first life” para começar, com certeza...
  5. Empregos “nine-to-five”: havia um especialista em produtividade que dizia que “work is something you do, not a place you drive to”, e é uma grande verdade. Irrita-me a noção, ainda muito enraizada em Portugal, de que “trabalhar” é “estar no trabalho” e de que “medidas de produtividade” significa “picar o ponto”.
  6. Dias inteiros e/ou consecutivos na praia: não me entra na cabeça, pronto. Não consigo ser gajo de “barraquinha na Praia das Maças e tupperware com jaquinzinhos e arroz de tomate”, nem de perto.

Quanto a nomeações, não nomeio ninguém — sintam-se à vontade, se passarem, de se sentirem desafiados.

 

Para que possam responder a este desafio aqui ficam as regras:

Regras do desafio:
1. colocar o link da pessoa que nos "marcou";
2. colocar as regras no blog;
3. partilhar seis coisas sem importância para nós;
4. marcar seis pessoas no final;
5. avisar essas pessoas deixando um comentário nos seus blogs;

música: The Von Bondies - The Fever
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Piolho Sintético às 21:42 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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