Dois dias no Alto Alentejo
Como eu bem tinha anunciado, o próximo e último destino destas férias foi Arraiolos (em particular, a Pousada de Nª Srª da Assunção). E à boleia do geocaching, também Montemor-o-Novo, e alguns locais circundantes — alguns dos quais, literalmente, não vêm no mapa. Foram 2 dias a dois que valeram bem a pena; eu a Cat, quando estamos juntos, não precisamos de passar 15 dias no “fica-sempre-bem-dizer-que-se-vai-p
5.ª feira
Saímos 5.ª feira de manhãzinha (7h30), a lá fomos. Ponte 25 de Abril, A2, A6, EN4. O plano de viagem era irmos directos a Santana do Campo (ligeiramente a Norte de Arraiolos) fazer uma cache, irmos para Arraiolos, deixar o carro na pousada, e irmos à vila fazer outra cache, almoçar, e ver as vistas. A zona de Montemor-o-Novo e respectivas caches ao longo da EN4 ficariam para o caminho da volta, na 6.ª feira.
Mas íamos muito bem na EN4 e vimos a placa a indicar a Barragem dos Minutos — um nome que fazia parte dos nossos planos de geocaching para 6.ª feira. Em poucos segundos e mesmo antes da placa, decidimos começar por aqui. E que bem que fizémos: sem o sabermos, esperava-nos uma caminhada de 3km até à cache (e respectiva volta, mais 3 km), que não se faria tão bem se não fossem pouco antes das 9h.

Barragem dos Minutos, Montemor-o-Novo
Seguimos então, daqui, os nossos planos iniciais (mas já com uma cache feita). Enveredámos por uma terra de seu nome São Pedro da Gafanhoeira, para irmos dar a um local de megálitos dos quais se destaca a Pedra das Gamelas. E vão duas caches.

Megálito perto da Pedra das Gamelas, Santana do Campo

Igreja de Santana do Campo, Arraiolos
Tomámos o caminho para Arraiolos já por dentro de Santana do Campo, e então sim, chegámos à pousada. Como ainda era cedo para se poder fazer o check-in, deixámos apenas o carro no estacionamento e fomos a pé até Arraiolos. Chegámos um bocado estafados ao Castelo de Arraiolos — eram uns meros 2km, mas com alguns 7km já andados, o sol no alto, e a fome a apertar

Pousada de Nª Srª da Assunção, Arraiolos
Feita a cache do Castelo de Arraiolos (cujo desleixo com que está conservado nos chocou um bocado), fomos à procura de um sítio para comer — difícil, estava quase tudo fechado. Íamos seguindo as placas que indicavam "Restaurante" aqui e ali, até que encontrámos um nome familiar: Frango Vaidoso! Tínhamos visto isto na Net antes de irmos, e achámos um piadão ao nome (passámos dias sempre a gozar com o nome). E não é que foi o que nos salvou?! Comemos bem em conta, umas óptimas mistas de porco preto com migas de espinafres, e provei uma sobremesa tipicamente alentejana: a sericaia.
Um bocado desolados com o quão parada a vila é (ou estava), fomos andando até à pousada, para nos prepararmos para passar um bocado da tarde na piscina. À noite, a procura por um sítio diferente para jantar revelou-se infrutífera: só encontrámos um restaurante típico estupidamente caro (por um bocadinho quase que compensava jantar na pousada...), e acabámos por voltar ao Frango Vaidoso — onde, desta feita, provámos o vaidoso, que também estava bom e recomenda-se.
6.ª feira
No segundo dia, já fomos menos madrugadores — talvez porque a vontade de ir embora era perto de nula. A pousada é espectacular, excelente serviço, infraestruturas, conforto do quarto, tudo. E continuou a surpreender-nos ao pequeno-almoço: um buffet com coisas desde pão, queijo ou fiambre, passando por leite quente e frio, e café, até ovos mexidos, carnes e chouriços.
Feito o check-out, rumámos a Montemor-o-Novo, para começar a nossa segunda jornada de caches. Faltavam-nos 4 das 7 caches que tínhamos planeado, e logo a caminho da primeira o desafio tornou-se mais difícil: acabou-se a bateria de um dos GPS, e ficámos reduzidos àquele que oferecia menos facilidades de orientação em estrada. Mas mesmo assim safámo-nos muito bem.
Em Montemor-o-Novo propriamente dito, visitámos a Ermida de Nª Srª da Visitação e o Castelo de Montemor-o-Novo, para fazer as respectivas caches. Ambos os sítios têm uma vista espectacular sobre a vila (e um sobre o outro!), e o castelo é bastante mais interessante e bem conservado que o de Arraiolos. Tem inclusive igrejas lá dentro, que eram as das freguesias que, outrora, se encontravam sediadas dentro dos seus muros.

Escadas da Ermida de Nª Srª da Visitação
Daqui seguimos ao longo da EN4, parando para fazer caches em dois sítios que, definitivamente, não vêm no mapa: a Ermida de Santo Aleixo (as ruínas de uma pequena igreja) e um açude perto das Silveiras — os links são para mapas satélite com cada um dos locais assinalado, e com o zoom certo para permitir usar a EN4 para se ver por onde raio nos andámos a meter. Podem ver uma foto espectacular da ermida, pela Cat, aqui.
Daqui seguimos então por mais um bocado da EN4 para não ser sempre autoestrada, e chegámos sem problemas (excepto o trânsito da ponte, e o facto de este último e óptimo reduto de férias ter acabado).













