Quinta-feira, 30.10.08

Saw ∞

Hoje, enquanto folheava o Público com a Cat, deparo-me com uma estreia: “Saw V”. Fiquei assim um bocadinho “wtf?” (com letras minúsculas), mas também agradado; o facto de o “Saw IV” ter estreado por cá em Janeiro fez-me esquecer que a estreia de um filme da série “Saw” é(ra) uma tradição de Halloween. Já achei que o “Saw IV” (tenho ali o DVD ainda dentro do celofane há meses para ver) tinha sido ir um bocadinho longe, mas pronto: o Jigsaw era um granda maluco, e era plausível que, mesmo já tendo morrido (oops, esqueci-me do aviso em relação a spoilers ), tivesse deixado alguma armadilha preparada. Mas mais que isto era esticar a corda — e mesmo assim, eles esticaram-na.

Eis senão quando vou à Wikipedia, e descubro que está previsto um “Saw VI”! Fiquei definitivamente “WTF?!” (com letras maiúsculas). Os criadores da série já não são escrevem o guião, o realizador já não é o mesmo, o Jigsaw já só aparece em cadáver ou em flashback, ... Será que o culto vale a pena que o franchise acabe tarde, mas por exaustão?

Piolho Sintético às 21:33 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 28.10.08

Cientistas em saldos

Li este texto de opinião no Público, e entretanto voltei a cruzar-me com ele online: Cientistas em saldos. O texto versa a problemática da remuneração e dos direitos dos investigadores científicios em Portugal.

Convém, porém, polir algumas arestas. Existe uma passagem sobre os tipos de bolsa que está cheia de imprecisões:

Os bolseiros podem-se distinguir segundo o tipo de bolsa que têm. Os BIC (Bolsa de Investigação Científica) são licenciados e, independentemente da sua experiência ou competências, ganham 745 euros.

“BIC” são as “Bolsas de iniciação científica”. Com as mexidas de Bolonha, esta bolsa passou a destinar-se “preferencialmente a estudantes do ensino superior, com um mínimo de 3 anos de formação (1º ciclo completo ou equivalente)” — i.e., licenciados — “para obterem formação científica integrados em projectos de investigação a desenvolver em instituições nacionais.” Estas bolsas valem 385 euros.

Depois vêm as “BI” (“Bolsas de Investigação”), essas sim de 745 euros. Oficialmente, “destinam-se a bacharéis, licenciados ou mestres para obterem formação científica em projectos de investigação ou em instituições científicas e tecnológicas no País.” Claro que depois tudo depende do edital; passo a explicar. Independentemente do que citei, o que conta é o edital de abertura do concurso para cada bolsa em particular; se nesse edital forem especificamente pedidos candidatos com mestrado, só estes podem concorrer — e aí sim, “independentemente da sua experiência ou competências”, ganham os mesmos 745 euros que um bacharel ou licenciado que obtenha uma outra bolsa do mesmo tipo.

Tirando este deslize (perdoável em algo, efectivamente, difícil de perceber a 100%), o texto está bom e recomenda-se a todos (principalmente os que “estão bem é na caminha” e afins).

Piolho Sintético às 22:32 | link do post | comentar
Segunda-feira, 27.10.08

Descubra as diferenças


Sanduicheira “Electric Co.”

Magalhães
Computador Magalhães

 

Piolho Sintético às 23:59 | link do post | comentar
Domingo, 19.10.08

Deolinda @ Aula Magna

Depois de algum hiato, durante o qual aconteceram coisas tão diversas como:

  • geocaching na Foz do Lizandro;
  • uma avaria um bocado chata (e cara) no carro;
  • submeter um paper para uma conferência (lá para Dezembro sei se é aceite);
  • ficar um bocado adoentado;

eis que volto a escrever por aqui. E por um excelente motivo: concerto de Deolinda na Aula Magna.

Eu e a Cat já tínhamos bilhetes há mais ou menos 1 mês, e eu já estava a ver a minha vida a andar para trás ao ficar doente perto do dia. Mas recuperei o suficiente e/ou suficientemente a tempo para o aguardado evento não ser posto em causa.

Chegámos à Aula Magna eram 21h30 (i.e., 30 minutos antes da hora marcada para o início), e sentámo-nos na 1.ª fila do anfiteatro (que é como quem diz, o lugar barato mais perto dos caros ). Daí, além de uma boa vista do concerto, pudémos ver passar umas quantas caras conhecidas: Ana Marques, Nuno Markl, e Sílvia Alberto.

A decoração do palco era soberbamente simples (cadeiras, uma mesa com molduras, e naperons em cima das colunas), a actuação foi fenomenal, e fomos brindados com:

  1. 4 músicas novas (“Quanto Janto em Restaurantes”, “Fado Notário”, “Entre Alvalade e as Portas de Benfica” e “A Mais Popular das Marchas”) *;
  2. 3 encores (leram bem: três!), para interpretarem faixas em falta do álbum, e para repetirem algumas das mais populares.

Em suma, se o concerto fosse uma lasanha, estava muito boa. Mas a companhia era melhor

 

* - Edit (20/10 22h) — esclarecimento feito pelo Mário Pires: “Quanto Janto em Restaurantes” e “Entre Alvalade e as Portas de Benfica”, citando, “não são novas, já integram o repertório dos concerto dos Deolinda antes da edição do disco (ficaram de fora do alinhamento do CD)”.

Piolho Sintético às 21:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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