Hoje dei com uma notícia que me chamou, derivado a experiência anterior, a atenção pelo título: “Funerais low cost em tempo de crise” (se bem que, com experiẽncia anterior associada ou não, o pré-título “Morte: Multinacional cria sete funerárias” não lhe fica atrás). Cito as passagens essenciais:
O conceito de baixo custo ... já chegou aos funerais. É um serviço simples mas "com toda a dignidade e que custa entre os 500 e os 700 euros, conforme tenham ou não serviço religioso", explicou ontem ao Correio da Manhã o director comercial da Servilusa, que introduziu o conceito em Portugal.
Um funeral é quase sempre uma despesa inesperada, que atinge em média os 2500 euros, o que pode facilmente desiquilibrar um orçamento familiar. Para dar resposta às famílias com menos recursos ou para aqueles que decidem com base no preço, a multinacional criou sete funerárias especializadas (Popular), mas o serviço está também disponível nas 53 lojas da rede Servilusa.
"O serviço é acompanhado por funcionários fardados, que carregam a urna, e pode haver ou não um serviço religioso (com um sacerdote)", explica Paulo Carreira. Os preços praticados são iguais quer se trate de sepultar ou cremar.
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Ora há 2 anos, quando o meu pai morreu, o funeral custou (a custo, passando a repetição) cerca dos referidos 2500 euros, precisamente a uma agẽncia deste grupo. O serviço foi, à semelhança do que é dito para estes tais funerais low cost, “acompanhado por funcionários fardados, que carrega[va]m a urna”. Teve serviço religioso, um caixão simples, e ainda até hoje não houve possibilidade de colocar uma lápide. Alguém me explica, então, qual a diferença? O que justifica chular 1800 euros extra pelo que, aparentemente, é o mesmo serviço? Que as funerárias eram um negócio chulo da China de todo o tamanho, já o sabia, mas isto parece, não sei, um pouco descarado...