Segunda-feira, 27.04.09

Lancia e a teoria da conspiração

Vir a sair da faculdade cabisbaixo e de mãos nos bolsos, a pensar nas dificuldades da recta final do trabalho para a tese, e dar de caras com um carro de um modelo que jamais houvera falado: Lancia Thesis. É ou não um bocado perseguição?

É que ainda por cima o carro é feio como os trovões.

Piolho Sintético às 20:47 | link do post | comentar
Quarta-feira, 22.04.09

Overhead na fila para o café no C6

Rapariga burra a ler os ingredientes do seu gelado, falando para a amiga:

— "’Perna de Pau’ é feito de”?! Não devia ser “feita”?!

 Nota da redacção: o invólucro ainda estava fechado. É possível que a moça contasse que o pacote trouxesse efectivamente uma perna de pau.

Piolho Sintético às 13:59 | link do post | comentar
Segunda-feira, 20.04.09

Diálogo ornitologicamente surreal

— Gavião 3, daqui Pardal 2. A águia está no ninho. Repito, a águia está no ninho. Over.

— Pardal 2, daqui é Gavião 3. O que é que eu tenho a ver com a águia, não estávamos a vigiar o presidente do Burundi? Se eu quisesse cuscar pássaros estava em casa a ver os Grifos na Web. Over.

 

Não liguem. Insanidade matinal.

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Piolho Sintético às 10:39 | link do post | comentar
Domingo, 19.04.09

O ar condicionado mata as pessoas

Nunca andei muito de autocarro em Lisboa, sempre me deu mais jeito o comboio e o metro. Hoje foi uma das raras vezes que o fiz: para ir ver a exposição “A Evolução de Darwin” na Gulbenkian, calhou mais a jeito ir no 746 da Carris. Além de nabices como comprar bilhete (para mais tarde me lembrar que tinha dinheiro no Lisboa Viva para usar o Zapping) e de usar, pela primeira vez, o sistema de informação por SMS (tendo o autocarro aparecido no segundo a seguir a enviar a SMS, pelo que gastei €0,30 para receber uma mensagem a dizer que tinha autocarro daí a 0, 16 e 32 minutos), pude observar maravilhas que não se vêem debaixo do chão.

É o caso dos graffitis (não dos artísticos, mas sim dos de pura destruição e poluição visual) na Estrada de Benfica. Além de sabedoria preciosíssima como "o ar condicionado mata as pessoas" e "Santana Lopes é nasseiquê", há que louvar o trabalho deste artista  do spray preto: escreveu a palavra "MERDA", por várias vezes, ao longo de praticamente toda a Estrada de Benfica — ainda são uns 2 ou 3 km. Num dos sítios, reparei eu, o artista aparenta não ter ficado contente com a sua própria obra: temos a palavra "MERDA" com um "X" por cima (consigo imaginar o artista a dizer: "eh pá, esta ficou uma merda!"), e logo por baixo de novo "MERDA"  (a obra final que contentou o seu criador).

É muita arte e filosofia para uma só viagem de autocarro. Vendo bem, acho que os bilhetes são baratos. ;)

Piolho Sintético às 22:29 | link do post | comentar

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