Quinta-feira, 21.05.09

al-Mamlaka al-Maġribiyya

Não tinha mencionado aqui antes de ir (estive um bocado atarefado com preparativos), mas a verdade é que a semana passada fui, sozinho da silva, apresentar um artigo meu a uma conferência em Rabat, Marrocos. Correu tudo optimamente, e o país e a cidade surpreenderam-me pela positiva: depois de nos habituarmos ao facto de os automobilistas não pararem para ceder passagem aos peões (apenas param com os peões já lá, para não os atropelarem), é uma cidade com vida e onde se anda bem. As saudades duma certa pessoa eram muitas, mas por outro lado poder dizer “fui sozinho para África” dá um certo ar aventureiro. :-D

Ficam algumas fotos para fazer alguma inveja ;)


Oceano Atlântico visto da Qasba des Oudaïas, Rabat, Marrocos.


Cegonha no seu ninho no cima de um minarete, na necrópole de Chellah


Torre Hassan II e mausoléu de Mohammed V. O muro cujo resto se vê do lado esquerdo foi destruído no nosso bem conhecido terramoto de 1755.


Pormenor da ‘riad’ onde foi o banquete da conferência

Todas as fotos: (cc) by-nc-nd 2009 JC

Piolho Sintético às 20:34 | link do post | comentar
Quinta-feira, 07.05.09

R.I.P. Joker

O Joker, o “tartarugo” que a Cat me tinha oferecido em Dezembro, finou-se ontem.


O Joker, em Dezembro de 2008

sinto-me: t'iste
música: Incubus - My Girl (The Temptations cover, live)
Piolho Sintético às 14:28 | link do post | comentar
Quarta-feira, 06.05.09

Carlotas e Sebastiões

Agora está muito na moda dar nomes ultra-vintage (entenda-se, relacionados aos tempos da monarquia em Portugal) armados ao pingarelho aos petizes e raparigas da mesma idade. Basta ir a um centro comercial a um fim-de-semana, ou a uma exposição a um Domingo (porque é de borla), e é ver gente que não tem onde cair morta e chamar (tratando por você, claro) pelo seu Sebastião, Afonso, Dinis ou Martim (de preferência, com segundo nome Maria), ou pela sua Carlota — os quais normalmente evidenciam em público a falta de um bocadinho de educação para condizer minimamente com o suposto pedigree da sua graça.

Por este motivo, adoptei há pouco tempo o mote de me referir, de forma genérica, a esta geração de micro-monarcas como “as Carlotas” e “os Sebastiões”. Porquê estes? Porque são, desta categoria de nomes, os que mais oiço ultimamente, e que, numa curiosa contradição, são extremamente raros na nossa História. E com "raros", entenda-se também "aves-raras". Para quem esteja com ideias de dar estes hediondos nomes aos seus vindouros rebentos, vide esta resenha biográfica das únicas personagens históricas de relevo que os ostentaram, cortesia deste vosso escriba.

Carlota: espanhola bruta, feia e minorca. Casou com 10 anos com o filho de uma mãe maluca e do tio-avô (não admira que o irmão mais velho tenha morrido, e só mesmo por isso é que o gajo chegou a rei). Não era de confiança, prestando-se a vários planos maquiavélicos motivados pela sua sede de poder.

Sebastião: apesar da profecia de heterossexualidade, casamento e descendência feita à sua nascença, não mais viria a tocar em gaja alguma, e com 24 anos achou boa ideia ir para Marrocos andar à porrada com meninos maiores que ele sem antes se acautelar em produzir um não-espanhol de sua prole. Mais parvo, só quem ainda está à espera que ele volte.

Estão a ver aquelas molduras com escritos sobre os nomes? Estão a ver o que se habilitam a receber no aniversário da Carlota ou do Sebastião? ;)

“Ah, então é daí que vem o ‘Incrível’!...”

Ontem, eu e a Cat fomos ver o concerto de Anathema ao Incrível Almadense. Ao contrário do que tínhamos em ideia, o concerto não teve duas partes: teve três. :) Ou seja, teve duas "primeiras partes": Leafblade (um projecto paralelo de um dos membros dos Anathema, o Daniel Cavanagh) e os portugueses Oblique Rain. A estes últimos, terei de ponderar uma "segunda hipótese" depois de ouvir as músicas sem ser ao vivo; até lá, não me convenceram. Depois seguiu-se um concerto muito bom pelos cabeças de cartaz, no qual o público em geral também esteve muito bem (com direito a aplausos dos membros da banda e tudo)*.

Uma nota em relação ao recinto do espectáculo: achei incrível (!) que se pudesse fumar, e se vendessem lá bebidas (cerveja em copo, água em garrafa) cujos recipientes se foram vendo ser arremessados por entre o público, enquanto uma revista minuciosa à entrada por parte dos seguranças (ou seriam agentes comerciais fardados?) visasse garantir que não se entrava com quaisquer bebidas trazidas do exterior (incluíndo garrafas de água)...


* - Não duvidando da honestidade dos senhores, e apesar de ser português, não sei até que ponto a ideia de que "não há como o público português" é um mito perpetuado através dos tempos. Assim uma bullshit como 99% dos actores brasileiros dizerem ter tido um avô português.

Piolho Sintético às 21:44 | link do post | comentar

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