Romeo and Juliet
Dado ser um sistema judicial um nadinha mais célere que o nosso, espantamo-nos a ver pela Net estórias de gente nos EUA que põe processos em tribunal por tudo e mais alguma coisa. Cá, fazem-se petições online. Desde o advento da Internet, o mínimo prurido que aflija mais que um determinado número de pessoas resulta numa petição online. E ainda me lembro de ver petições bastante bem escriitas e contextualizadas, nem que fosse a pedir para acabar com os Morangos com Açúcar, mas parece que isso já não se usa.
Hoje recebi um link a pedir para assinar uma tal de Petição “Libertem Militar da GNR”. Passo a reproduzir integralmente qual é(ra) o texto da mesma (no momento em que escrevo este post):
Para:Tribunal de Loures
Um militar da GNR acusado de ter morto a tiro um jovem de 18 anos em 2006 foi hoje condenado a 16 anos de prisão pelo Tribunal de Loures.
Vamos assinar a pedir a libertação deste Homem.Os signatários
É isto. Só. Não se recorda a situação, nem são dados argumentos. Tanto os possíveis signatários (que não conhecem ou não se lembram da situação em particular) como os destinatários ficam rigorosamente na mesma. Ou então assinam de cruz, sem conhecer ambos os lados da história*, e na verdade no final de contas não sabem se concordam ou não com aquilo que subescreveram.
* - Nota: este texto é sobre o texto (ou falta dele) da petilção, mas não sobre o teor da mesma. Não pretendo fazer juízos sobre se o que é pedido é justo ou não, até porque faço parte do conjunto de pessoas que não conhece a estória (fiquei na mesma, e não assinei). Reservo-me ao direito de apagar quaisquer comentários que venham tentar criar uma discussão sobre a Justiça, etc., blá blá (quem estou a tentar enganar? o blog é meu, reservo-me ao direito de apagar quaisquer comentários, ponto).
Prémio "Lâmpada por Cima da Cabeça" para páginas/grupos:
Prémio "Ligação Directa entre o Cérebro e o Intestino Grosso" para páginas/grupos:
Prémio "Intestino Grosso— Carreira" para páginas/grupos:
Prémio "Intestino Grosso — Carreira" para perfis:
Prémio "Merda Mais Chata":
"Sinto-me enervado com a SPA [Sociedade Portuguesa de Autores]. Sempre que passa uma música minha lembro-me de que existe aquilo e de que não funciona bem. [...], um músico pensa que ter uma música a passar na televisão pode resultar em direitos de autor. Dizem-me que estão em período de contenção, que temos de ser compreensivos, mas quero saber quanto é que as pessoas que trabalham na SPA descontam e como é que eles têm dinheiro para fazer galas. Quero esses números. Sempre que ligo com esta conversa respondem-me com arrogância e fazem-me sentir um chato. Já com a GDA [Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas] é a mesma coisa, fui lá e disseram-me que não pagam porque na rádio ninguém paga direitos e não há dinheiro, mas cobram imenso aos bares e às lojas."
— Manel Cruz (Ornatos Violeta, Pluto, Foge Foge Bandido), em entrevista à TimeOut
Apanhando o balanço do apoio dado à renovação visual do blog da Cat, fiz também uma renovação ao meu. Em ambos os casos o ponto de partida foi a implementação pela equipa dos blogs do SAPO do template Terrafirma, mas seguiram rumos obviamente diferentes. Espero ter ficado algo de jeito. ![]()
Muito a propósito desta operação de housekeeping, deixo o vídeo da minha preferida do álbum auto-intitulado dos Virgem Suta, que comprei este fim-de-semana: “Tomo conta desta tua casa”. Definitivamente, o mercado de bandas portuguesas e em português está num bom momento.
Recomendo também a mesma música em total acústico.
Até parecia mal se eu não desse o meu bitaite sobre o fenómeno viral dos últimos dias, a tal de Katyzinha — uma adolescente que tenta roubar o espectro de opinião do Carlos Castro e da Paula Bobone, mas com a delicadeza e o bom gosto para aí do Fernando "Macaco" Madureira. Não vale muito a pena fazer comentários ao vídeo, à credibilidade dos conselhos de moda da miss, etc., mas gostaria de partilhar uma teoria: porque é que ela, tendo um ódio tão figadal a algo tão simples como "uma gáija andar de Alstares", acha que gajo "mêmo bom" é aquele que anda com as calças por baixo do cu?
A minha teoria é de que, sendo ela, básica e simplesmente, uma pita, deve ter visto televisão pela primeira vez para aí em 1994, e apanhou logo o Telejornal a passar as imagens da manifestação contra a PGA. Como toda a gente sabe, a primeira impressão é a que fica; a moça deve ter ficado com aquela imagem do "Não pagamos" queimada na retina, e ainda hoje pensa que andar com o cu de fora é uma coisa normal e socialmente aceite.