Terça-feira, 22.06.10

Coisas que detesto, capítulo III

A série toda pode ser lida na tag coisas que detesto.

Que ponham em causa, velada ou directamente, a minha sanidade mental por beber chá (quente) e comer sopa no Verão. O site do Público. O Correio da Manhã. DNFs. Caches em autoestradas. Ouvir tirarem o “u” dos “euros” e porem-no no “treze” (saindo a módica quantia de “treuze êros”). Que chamem “bolonhesa” à carne picada. “Martim, olhe que o seu irmão Dinis está sem chapéu! Constança, fique ao pé do papá e da mamã!”

música: David Bowie - Cat People (Putting Out Fire)
Piolho Sintético às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 13.06.10

O transporte público

Reparei nesta durante a semana, numa viagem na Linha de Sintra em que me deu para olhar para o catrapázio azul do regulamento.

O transporte público é muito apregoado como a alternativa consciente de transporte para/de uma noite de diversão alcoólica, para não se conduzir embriagado. A CP prolonga o serviço da Linha de Sintra na noite dos Santos Populares (sobejamente conhecida pela abstinência dos festejantes... ;) ), com comboios às 2h, 3h e 4h da manhã. No entanto, pelo regulamento que está afixado nos comboios, é vedado o acesso a plataformas e comboios a quem se encontre visivelmente embriagado. Haja consistência...

Aproveitando o balanço, outra pérola (mas esta já conhecia): interpretando o regulamento à letra, é preciso pedir autorização à CP para fazer (nos comboios) coisas como crochet, tricot, ou desenhar.

música: Red Hot Chili Peppers - Dani California
Piolho Sintético às 12:31 | link do post | comentar
Quarta-feira, 09.06.10

Hoje foi dia de overheards: velhos na Linha de Sintra

O que prometia ser uma viagem aterradora, sem bateria no iPod e com dois reformados sentados de lados opostos do comboio a conversar alto (apesar de eu ter oferecido o meu lugar à troca), acabou por granjear duas pérolas de sabedoria (e não estou a ser sarcástico).

A primeira veio no meio duma conversa sobre os feriados, e que em Inglaterra é que fazem bem que os feriados são à Segunda para não haver cá pontes:

— O meu amigo já me viu o tempo que este São Pedro nos arranja? Alguma vez ele merece um feriado?!

A segunda veio a chegar a Benfica, e ainda sobre a conversa de acabar com feriados religiosos:

— Sabe que o [Cardeal] Cerejeira morreu aqui [aponta vagamente]. Já passámos, foi ali numa quinta para os lados da Buraca.

— Olhe, às tantas foi lá para ao pé do David da Buraca.

Se o velhote estava subtilmente a insinuar que o Cerejeira morreu depois de lá ir almoçar, sobe 10 pontos na minha consideração.

Overheard in Entrecampos

(A tag, por razões históricas, e apesar de eu a poder alterar, manter-se-á a original “Overheard in Campo Grande”, embora as localizações variem.)

Transbordo do Metro para o comboio em Entrecampos. Um indivíduo prega uma espécie de susto a outro e sobem os dois a escada rolante à minha frente. O diálogo que se segue entre assustado e assustador:

— Olha que o último gajo que me fez isso já está debaixo do chão.

— Ah, pois, é coveiro.

E as vacas bebem leite...

Segunda-feira, 07.06.10

Anatomia financeira de um bilhete de concerto

Comprei hoje, online, bilhetes para a representação do “The Wall” (chamar-lhe concerto é redutor) por Roger Waters (Pavilhão Atlântico, dia 21 de Março de 2011). Há pouco lembrei-me de analisar o comprovativo de compra, e desconstruir a comissão de 6% que a Blueticket (responsável pela venda dos bilhetes) cobra pela compra online. Ora vejamos:

  1. Os bilhetes têm um preço (i)líquido (nunca sei qual é qual, elucidem-me) de X, ao qual acresce 5% de IVA
  2. Pedi para os bilhetes serem enviados por Correio Verde, pelo que me é cobrada a importância de €1,95 (isenta de IVA)
  3. A comissão de serviço que é cobrada é de 6% sobre o preço dos bilhetes incluindo os 5% de IVA
  4. À comissão de serviço acresce IVA de 20%

Resumindo: paga-se 20% de IVA numa comissão que incide sobre: (i) um valor que já tem, ele próprio, IVA, e (ii) o valor de um serviço prestado por terceiros, que já estamos a pagar pelo justo valor (€1,95).

O ministro Teixeira dos Santos deve dar um bacalhau todos os Natais a esta malta, só pode...

Piolho Sintético às 14:47 | link do post | comentar
Quarta-feira, 02.06.10

Postcrossing

Este Sábado, a Fugas (suplemento do Público) terá uma peça sobre Postcrossing. Este hobby para coleccionadores de postais ou simplesmente pessoas que gostam de comunicar com gente de todo o Mundo é, garanto-vos, viciante.

O princípio básico é este: inscrevem-se no site, pedem uma morada aleatória ao site, e enviam um postal para essa morada. Junto com a morada, é fornecido um número identificador do postal, que devem escrever no mesmo. Quando o postal lá chegar, o destinatário regista a chegada do mesmo, introduzindo o identificador do postal. A partir desse momento, estão elegíveis para responder um postal de qualquer parte do Mundo. No início podem ter 5 postais a viajar em simultâneo até ao destino, a partir daí têm de esperar que um deles chegue ao destino para poderem enviar mais; à medida que forem enviando mais postais, este limite vai aumentado aos poucos. Comecei há dois meses, e já estou num regime em que:

  1. tenho sempre 5 postais a viajar;
  2. assim que um é entregue, peço logo uma morada para enviar outro.

Com o tempo que os postais levam a chegar (desde 4 a 8 dias na Europa, até para cima de duas semanas para destinos como a Rússia ou a China — não incluindo nuvens de cinza vulcânica e coisas assim ;) ), a minha média vai em cerca de 7 postais por mês, pelo que não chega a ser um hobby caro. As tarifas actuais dos CTT são de 68 cêntimos para a Europa e 80 cêntimos para o resto do Mundo.

A parte que sabe mesmo mesmo bem, claro, é receber os postais. No vosso perfil, podem indicar as vossas preferẽncias em relação ao que gostariam de receber (tanto do lado da imagem, como no que toca ao que a pessoa vos escreve). Eu estou muito interessado em (re)aprender um pouquinho de cada língua, com particular interesse no meu enferrujado Alemão e no Finlandês que ando a querer aprender. Quanto ao Finlandês, já sei que "Aina ei voi onnistua, ei edes joka kerta!" quer dizer "Não podes ter sucesso sempre, nem sequer todos os dias!".

Já só me falta saber dizer "o gato está sobre a cadeira", "o rato está debaixo da mesa" e "o macaco está no galho", e já me posso aventurar em Helsínquia sem um guia de conversação. Ou então não.

Piolho Sintético às 21:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Olhó destaque!

Desta não estava à espera: o Piolho Sintético Contra-ataca está em destaque na homepage dos blogs do SAPO. Obrigado aos culpados, e obrigado a quem cá cair a ler e comentar. Be my guests.

tags: ,
Piolho Sintético às 12:47 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Terça-feira, 01.06.10

Coisas que detesto, capítulo II

(Um ano e tal depois do capítulo I)

Pessoas que insistem que se apanham constipações e gripes por se estar numa corrente de ar. Pessoas que insistem em pensar as suas despesas do dia-a-dia em escudos/contos. Vuvuzelas. Nokia Tune. O vício do ar condicionado. Carros mal estacionados. Falta de brio no trabalho. Gente que ao mínimo calor vai trabalhar de calções e chinelo de enfiar no dedo. A fila “só para funcionários” no bar (aberto ao público em geral) da Torre do Tombo. Pessoal que manda bitaites durante um jogo de Sueca. Pseudopatriotismo sazonal aliado à selecção nacional de futebol. Que não me dêem passagem nas passadeiras. Que se atravessem à frente do meu carro fora da passadeira. Cidades construídas a pensar no carro e só no carro. Que olhem para o meu monitor (independentemente do que eu estiver a fazer), e pior ainda se ainda se lembrarem de meter conversa relacionada com isso. Que metam conversa da treta quando estou a trabalhar com os meus auscultadores nada discretos enfiados na cabeça. A crescente dificuldade em enviar cartas/postais (marcos, sítios para comprar selos ou, vá que seja, uns autocolantes ranhosos). Exames de Época Especial para toda a gente.

Dois sentidos

 

 

 

Algo está mal na relação entre a Câmara Municipal de Lisboa e o estacionamento abusivo na zona da Cidade Universitária, quando se coloca um sinal de indicação de via com dois sentidos num local com:

  • duas faixas claramente delimitadas;
  • faixas esses cujos sentidos opostos são claramente observáveis pela colocação das linhas de paragens junto às passadeiras.

Eu compreendo porque é que isto é necessário. É que embora a via, em condições (supostamente) normais, seja assim:

 


Imagem de satélite do Google Maps

 

 

o que é mais normal encontrar no dia-a-dia (as imagens de satélite da Google devem ter sido tiradas às 7h30 de manhã) é isto:

 

Dois sentidos (ou não)
Imagem de satélite do Bing Maps

 

 

Lá que o sinal está ali bem e alerta para a realidade dos factos, não duvido. Mas faz-me confusão que a Câmara Municipal de Lisboa, com a colocação deste sinal, encare a selvajaria do estacionamento na Cidade Universitária com a mesma normalidade de uma passagem estreita entre casebres ou numa ponte. Se forem ver no Bing Maps (de onde vem a segunda imagem) a zona indicada, podem ver que todos os carros que estão fora dos recortes para estacionamento violam, pelo menos, uma alínea dos artigos 49º e/ou 50º do Código da Estrada; uma das alíneas possíveis é uma contra-ordenação grave (estacionar numa passadeira).

Uns metros ao lado (na rua perpendicular àquela em que indiquei os sentidos), outra coisa que me faz imensa impressão: um passeio com cerca de meio metro de largura, onde nem para cochear à bêbado (com um pé no passeio e outro na estrada) dá por causa dos carros estacionados.

no Facebook

pesquisar

 

arquivos

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

links

subscrever feeds