Mashups 2010
Chegaram os dois expoentes anuais obrigatórios da cena bootie:
- a colectânea Best of Bootie 2010; e
- a mashup United State of Pop 2010 (Don't Stop the Pop), do DJ Earworm.
Chegaram os dois expoentes anuais obrigatórios da cena bootie:
[...] Este aumento [de 1,45 para 2,5 euros] verifica-se apenas nas carreiras de eléctricos, já que nas de autocarros o acréscimo será de 1,45 para 1,5 euros. Na prática isto significa que o novo tarifário vai introduzir uma distinção entre os dois tipos de veículos que não existia até aqui.
Questionado sobre o assunto, o secretário-geral da Carris enviou ao PÚBLICO uma resposta escrita onde começa por dizer que “a actual rede de eléctricos apresenta uma forte componente turística”. E issso [sic], justifica Luís Vale, tem-se traduzido em “grandes filas nas paragens de maior movimento, provocando frequentes atrasos com a consequente degradação das velocidades comerciais e da regularidade”.
A solução encontrada pela empresa foi, diz-se na resposta, “a criação de uma tarifa de bordo específica para a rede de eléctricos, não como forma de penalizar os clientes, mas como forma de desincentivar a aquisição de título a bordo”. [...]
— Público, “Viajar num eléctrico da Carris vai custar mais 70 por cento”
Ora o bilhete compra-se dentro do eléctrico. É claro que, com ou sem “componente turística”, isso faz com que se formem filas tremendas na hora de o comprar, já que a compra obedece à mesma periodicidade que o transporte. É o que pode também acontecer, aliás, com os autocarros. Portanto, o problema existe em ambos os tipos de veículos, mas a dita “solução” só é aplicada nos eléctricos, os tais que “apresentam uma forte componente turística”.
Que tal simplesmente admitir que a ideia é tirar proveito dos bolsos mais recheados dos turistas? Afinal de contas os veículos da Carris já ostentam um aviso a alertar para a actuação de carteiristas... Se a preocupação fosse meramente logística, e tendo em conta que a rede de eléctricos não é assim tão extensa, poder-se-ia pensar em imitar o EuskoTran (o eléctrico de Bilbao), e colocar máquinas de venda e validação nas paragens. Se seria muito dispendioso? Claro que sim, eu sei. Mas tendo em conta o que a Carris gastou há uns meses a alterar painéis e horários nas paragens só para acrescentar um ‘7’ à designação de algumas carreiras (que não sofreram mais nenhuma alteração que não o raio do ‘7’), despesa não deve ser problema.
Via pequenas viagens
Dada a complexidade envolvida em fazer uma verificação formal, posso atestar por experiência própria a eficácia deste algoritmo. Mas talvez nem seja preciso ser muito matematicamente inclinado para o provar por redução ao absurdo.
Porque é que, sempre que vejo o título do livro “O cãozinho que chegou no Natal”, leio “O cãozinho que chegou ao Natal”, e imagino um cão com uma doença qualquer que lá se safou e ainda sobreviveu até ao Natal?