Sexta-feira, 30.09.11

A primeira teórica

Há cerca de 3 anos, a 22 de Setembro de 2008, escrevia aqui eu:

“note” para este “self” que quer um dia dar aulas

Falar perante um anfiteatro cheio (>150 pessoas) É intimidatório. Já posso dizer “been there, done that, got the t-shirt.” Pfui!

Na altura foi só falar um bocadinho na sessão de boas-vindas aos caloiros (sessão oficial, entenda-se, não era nada organizado pelo sindicato dos pinguins). Esta semana foi a sério. O regente da cadeira em que estou a dar 3 turmas práticas esteve fora e, além das turmas práticas dele, tive de dar também uma teórica. Eu cá acho que correu bem, mas ainda tive de mandar calar gente (emfin, 2.º ano da licenciatura.... à terceira adoptei a técnica de calar-me eu e ficar à espera que eles se topem). No fim ninguém tinha dúvidas, por isso, ou fui muito bom (e eles perceberam tudo) ou fui muito mau (e eles não perceberam sequer o suficiente para terem do que ter dúvidas).

Piolho Sintético às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Evolução

No meu tempo de aluno de licenciatura, só se via malta a jogar Sueca na esplanada da faculdade. É bom ver que os tempos mudam: ...

 

... já se joga Crapaud, também.

Piolho Sintético às 18:38 | link do post | comentar
Terça-feira, 20.09.11

8.5×5.5 cm

Será que os habitantes desta “casa” (no sentido laboral da coisa) perdem as chaves da própria casa com a mesma frequência com que perdem o cartão que abre as portas das salas aqui do work? Tudo bem que as consequências não são bem as mesmas (se a pessoa comunicar o que aconteceu, é só reprogramar as fechaduras para não aceitarem aquele cartão), mas é preciso um sentido de responsabilidade assim tão grande para não perder aquela merdinha de 8.5×5.5 cm?

Segunda-feira, 19.09.11

Crónicas domésticas #1.1

Cheguei a temer que a minha incapacidade fosse, na realidade, relativa a hipermercados em geral (já que também se estende ao Jumbo, e nunca tinha ido a um Pingo Doce “hiper” — os antigos Feira Nova), mas não é. Quer em versão “super” ou “hiper”, dou-me muito melhor a fazer compras no Pingo Doce, percebe-se muito melhor onde estão as coisas. E pelo que tenho podido ver, tanto os preços como a qualidade são efectivamente melhores.

(E digam o que disserem, os anúncios podem ser pirosos mas ao menos não "tsêm" "actsores" à falar à "tsio" de Cascais a dizer que "Contsinentse" é tudo mais "baratso". Eu cá vou ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro.)

E não, o Pingo Doce não me pagou para dizer isto, mas me quiser pagar por ter dito isto, aceito a generosidade.

Legítima defesa. um novo estilo de vida

O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano [Martins, candidato do PS à presidência do governo], que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o Governo da República podia aplicar sanções sobre o governo regional, se o governo regional continuasse com obras a fazer dívida, porque eles não nos tinham dado o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida. (...) Foi por isso que não era aconselhável, porque eles ainda nos tiravam mais dinheiro (...).

— Alberto João Jardim diz que omitiu 1113 milhões em "legítima defesa" da Madeira

Querido diário,

Descobri este fim-de-semana um novo estilo de vida que pretendo explorar em mais pormenor: a legítima defesa à moda da Madeira. Consiste em fazer todas as prevaricações possíveis que se possam justificar com “legítima defesa” contra a força da lei e/ou contra o curso normal das coisas. Exemplos:

  • fazer uns biscates mas não dizer a ninguém, em “legítima defesa“ contra ser retirado o subsídio de desemprego;
  • não deixar os filhos trabalharem, para não perder o rendimento social de inserção;
  • vender uns cafés e umas refeições sem passar factura em “legítima defesa” contra a cobrança de IVA.

Eu sei que nem o modus operandi nem o descaramento são novos. Mas quando o exemplo vem de cima é outra coisa.

Piolho Sintético às 14:18 | link do post | comentar
Quinta-feira, 08.09.11

Crónicas domésticas #1

Não consigo ir às compras ao Continente. Quem me tira o Pingo Doce, tira-me tudo.

Piolho Sintético às 10:37 | link do post | comentar
Terça-feira, 06.09.11

Irritações vocabulárias

“Olá, sou a Maria Ermelinda, e vou fazer uma sinugrafia [ou algo assim] por causa do cancro do seio.” Ninguém diz isto, pois não? Não. Então chame-se-lhes mamas, por favor. Mamas. Seios também eu tenho, por trás do nariz. Mamas.

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Piolho Sintético às 11:16 | link do post | comentar

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