Segunda-feira, 31.10.11

Peditório

Loja do Cidadão, mudar a morada. No Cartão do Cidadão, 3 euros (e é preciso ir lá duas vezes). Na carta de condução, 15 euros (e é preciso levar fotografia!). No documento único automóvel, 30 euros.

Não há quase nada que uma pessoa vá lá fazer que não custe dinheiro. Posto isto, qual é a ideia de haver gente a pedir à porta da Loja do Cidadão? Uma pessoa ainda vem atordoada, ok?

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Piolho Sintético às 17:10 | link do post | comentar
Segunda-feira, 24.10.11

O arrependimento do gatuno

Num destes dias, no Pingo Doce ao pé da minha antiga casa, um cidadão foi apanhado a roubar (escandalosamente: punha as coisas em sacos do Pingo Doce e saía pelas caixas!). Tentou fugir, o polícia agarrou-o, mandou-o ao chão. O indivíduo largou os sacos e disse "estão aqui as coisas, pronto, já devolvi, já passou" e tentou soltar-se do agente. É óbvio que deixar lá os sacos e ir embora à vida dele não é procedente, muito menos quando teve a infeliz ideia de se virar ao agente. Levou nos cornos q.b. e foi algemado, porque a tentativa de furto não deixa de acontecer só por ele se arrepender e devolver as coisas.

 

Meanwhile, in Gotham CitySecretário de Estado das Comunidades também abdica do subsídio de alojamento. "Pronto, está bem, já abdiquei do subsídio. Já passou." É preciso dizer mais?

Quinta-feira, 20.10.11

Mega-pirete

Eu sei que a greve, a revolta, e essas coisas todas, são um direito que nos assiste. Sei que o cinto está a apertar. Sei que muita gente acha que é preciso fazer como os gregos e partir tudo, e fazer greves de semanas. Sei também que muita dessa gente pseudo-revoltada faz parte dos <inserir quantidade inferior a 50% para servir como metáfora para o conjunto minoritário de pessoas que contribuiram para esta merda>. Uns compraram carro, casa no cu de Judas (porque morar na cidade é caro, ir e vir todos os dias de carro não), Bimby, plasma, Blu-Ray, iPhone, iPad, PlayStation, metade do IKEA, deram-lhes crédito para tudo isso para lá das possibilidades, e agora a bolha rebentou. Outros trabalham com uma parte do ordenado a vir "pela porta do cavalo", arrendam casa e fazem cambalacho com o senhorio para pagarem uma parte da renda por fora e candidatarem-se ao Porta 65, mentem à DGES para terem bolsa de acção social para pagar o traje e as bebedeiras, dispensam a factura na oficina para não pagarem o IVA, e põem todas as culpas nos políticos.

Pessoalmente, prefiro estar aqui, de consciência tranquila em como não vivo para lá das minhas possibilidades nem de esquemas. A trabalhar árdua e honestamente, a produzir papers e a ensinar a próxima geração de engenheiros, a constituir a massa crítica científica e tecnológica de Portugal. Prefiro estar a trabalhar, dentro das minhas competências, para poder ter razões para mandar para o caralho, com todas as letras, quem acha que Portugal é um país de segunda linha. Hoje foi aceite mais um paper de minha co-autoria, vou preparar os slides desse paper e os de um seminário que apresento para a semana, e mais logo dou aulas a uma turma particularmente trabalhadora de alunos do 2.º ano — e gosto de pensar que um dia assim é uma pequena parte de uma pequena parte de um mega-pirete àquela gente toda.

(Quanto aos destinatários do mega-pirete, não falo apenas da Merkel, da Moody's, e dos finlandeses. Falo também de quem passa a vida a mamar na generosidade base do nosso sistema de "estado social", e ainda nos esquemas que aproveitam a ingenuidade desse mesmo sistema para aumentar unilateralmente essa generosidade, e agora dizem que já deviam era ter ido "lá para fora".)

Sexta-feira, 14.10.11

Fruta no Pingo Doce

Não pode ser sempre a falar bem do Pingo Doce. No fim-de-semana fui lá às compras, e a laranja era importada do Zimbabwe. ZIMBABWE?! Um país que nem moeda própria tem?!
Terça-feira, 11.10.11

Nem era de esperar outra coisa

Alunos unidos contra parquímetros na Cidade Universitária

Os estudantes propõem «a criação de uma tarifa única de 1 euro/dia» ou a «criação de um selo estudante» que lhes garanta lugares de estacionamento.

E um valet, também não querem? A Cidade Universitária é muito bem servida de transportes — Metro, Carris, TST, e ainda CP a uma estação de metro (ou uns saudáveis 1500 metros a pé ou de bicicleta) de distância. Há parques pagos mais baratos ao dia do que a tarifa dos parquímetros — têm é de andar um nadinha, tipo 300 metros, não é exactamente deixar o carro à porta da sala de aula como se calhar queriam. A medida faz todo o sentido e só peca por tardia e modéstia — apenas vai tornar pagos os lugares legítimos, não vai acabar com a selvajaria de carros a ocupar a faixa de rodagem (ou então acontece como noutros sítios: desde que paguem, está tudo bem...).

 

Ide mas é trabalhar!

Quarta-feira, 05.10.11

Take care of your belongings

O orçamento do Metro de Lisboa para recursos humanos anda mesmo baixinho.
Não dá para mais do que uma fulana que, não só diz "eyxiting" (mais valia
terem apanhado um turista britânico na Baixa-Chiado para dizer aquilo), como
diz, em português bem falido, "isteja".
Piolho Sintético às 20:20 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 04.10.11

Caros/as bloggers (quase todos/as)

É "tenho de".

 

Obrigado.

Piolho Sintético às 14:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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