Do cabelo
Hoje no banho concluí uma coisa: a minha relação com o amaciador é análoga à que uma mulher tem com um marido que lhe bate e/ou bebe e/ou a trai. “Ah, foi só desta vez, não se vai repetir!” O tanas! Só uso amaciador de vez em quando, quando (do alto da minha meramente empírica pseudo-sabedoria capilar*) acho que “ele está a precisar”. Sempre que o faço, ele fica macio de mais ou o raio que o parta, e é um caso sério penteá-lo. Mas aqui o tóino pensa sempre que “desta vez vai ser diferente”...
* - cujas limitações se devem ao facto de que só ter aprendido a pentear-me há alguns meses, pois até aí os sucessivos estilos adoptados (alternando entre o corte à escovinha e o despenteado com gel) a tal não me haviam obrigado.
Outra novidade com que o meu cabelo me decidiu presentear nas últimas semanas: dia sim, dia não, olho para o espelho do elevador e vejo um (um!) cabelo branco acintoso, que se espeta para se exibir no meio dos demais. Escusado será dizer que o arranco sempre: eu até nem me importo com o óbvio destino de vir a ficar um George Clooney, mas agora ter só um branquinho aqui armado ao pingarelho é que não!
