Caro grupo de trabalho para reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa:

(Este grupo)

Lisboa não acaba no Campo Grande.
(Embora para os lados da linha azul já pareçam saber que Lisboa não acaba no Colégio Militar, que era onde costumava haver outro encurtamento de serviço fora da hora de ponta.)

 

Entre fases da maravilhosa "Rede 7", supressões silenciosas, e esta proposta maravilhosa, só falta ao Lumiar e à Ameixoeira serem oferecidos ao município de Odivelas...

 

Se estão dispostos a medidas tão idiotas como a redução da velocidade de circulação das composições fora das horas de ponta, que tal pensarem em coisas inteligentes estilo: em vez de fecharem troços inteiros a partir das 21h30, fecham estações intermédias, no centro de Lisboa (estações mais próximas, mais carreiras da Carris) a partir dessas horas (ou similares)? Eu ajudo-vos:

  • Parque (está entre duas estações de correspondência - o Marquês e São Sebastião).
  • Picoas (está entre duas estações de correspondência - o Marquês e o Saldanha). Sim, os funcionários mais tardios do vosso amigo Zeinal têm de subir a Fontes, uuuuh!
  • Alto dos Moinhos ou Laranjeiras (só uma; até podia ser a das Laranjeiras, mas como estão a querer matar uma carreira que faz a Estrada da Luz toda não sei).
  • Vá, se fizerem muita questão, a Cidade Universitária a partir das 22h00.
Depois até podem fazer uma coisa gira, que é: acederem, perante contrapartida, a que as estações fiquem abertas até mais tarde quando há algum evento (Parque para a Feira do Livro, por exemplo). Duplo dinheiro em caixa! Poupam no dia-a-dia, e, em dias especiais, ganham dinheiro para fazer o que sempre fizeram de borla, que é ter o Metro a funcionar!
Outra coisa que se calhar não repararam: vejam aqui o mapa geográfico (e não esquemático) da rede do Metro. Não estão a ver? Então eu digo-vos: as estações de Metro da Cidade Universitária e das Laranjeiras são estupidamente próximas. No entanto, para ir de um para a outra, tem de se ir dar uma grande volta... excepto se se apanhar a carreira 764 (com a qual querem acabar)! Além disso, é, por princípio, estúpido reduzir a oferta de transportes públicos a uma cidade universitária, para além do mais uma cidade universitária recentemente alvo de (correctas e necessárias) medidas de disuasão de uso do transporte particular.
Gostava de saber onde decorreram as reuniões destes cavalheiros e como para lá se deslocaram...