Este Sábado, a Fugas (suplemento do Público) terá uma peça sobre Postcrossing. Este hobby para coleccionadores de postais ou simplesmente pessoas que gostam de comunicar com gente de todo o Mundo é, garanto-vos, viciante.
O princípio básico é este: inscrevem-se no site, pedem uma morada aleatória ao site, e enviam um postal para essa morada. Junto com a morada, é fornecido um número identificador do postal, que devem escrever no mesmo. Quando o postal lá chegar, o destinatário regista a chegada do mesmo, introduzindo o identificador do postal. A partir desse momento, estão elegíveis para responder um postal de qualquer parte do Mundo. No início podem ter 5 postais a viajar em simultâneo até ao destino, a partir daí têm de esperar que um deles chegue ao destino para poderem enviar mais; à medida que forem enviando mais postais, este limite vai aumentado aos poucos. Comecei há dois meses, e já estou num regime em que:
- tenho sempre 5 postais a viajar;
- assim que um é entregue, peço logo uma morada para enviar outro.
Com o tempo que os postais levam a chegar (desde 4 a 8 dias na Europa, até para cima de duas semanas para destinos como a Rússia ou a China — não incluindo nuvens de cinza vulcânica e coisas assim ;) ), a minha média vai em cerca de 7 postais por mês, pelo que não chega a ser um hobby caro. As tarifas actuais dos CTT são de 68 cêntimos para a Europa e 80 cêntimos para o resto do Mundo.
A parte que sabe mesmo mesmo bem, claro, é receber os postais. No vosso perfil, podem indicar as vossas preferẽncias em relação ao que gostariam de receber (tanto do lado da imagem, como no que toca ao que a pessoa vos escreve). Eu estou muito interessado em (re)aprender um pouquinho de cada língua, com particular interesse no meu enferrujado Alemão e no Finlandês que ando a querer aprender. Quanto ao Finlandês, já sei que "Aina ei voi onnistua, ei edes joka kerta!" quer dizer "Não podes ter sucesso sempre, nem sequer todos os dias!".
Já só me falta saber dizer "o gato está sobre a cadeira", "o rato está debaixo da mesa" e "o macaco está no galho", e já me posso aventurar em Helsínquia sem um guia de conversação. Ou então não.