Terça-feira, 03.01.12

iPhone

Com as crescentes promoções para (embora não seja usada essa palavra) comprar smartphones a crédito, os iPhones estão a começar a obedecer à metáfora que o meu pai usava, há 10 anos atrás, para os telemóveis em geral. Assim sendo, nos dias de hoje, os iPhones são como os pares de colhões: qualquer caralho tem um. Já perdi a conta à quantidade de pessoas com ar de obrais, de donas de casa e de pobretanas em geral que vejo (principalmente no metro) de iPhone...

(E se acham que estou a ser preconceituoso: no outro dia numa loja tinha à minha frente um homem de bigode, fato de treino e sapatos cujo iPhone tocou, e o toque era o cão dele a ladrar.)

Terça-feira, 08.11.11

Sobrevivendo à greve sem usar o carro

Challenge accepted. Levantar cedíssimo, estar cedo na paragem, apanhar um autocarro cheio, sair do autocarro 1 paragem antes (com gente a entrar pela saída), andar até à paragem de destino e chegar quase ao mesmo tempo que o autocarro de onde tinha saído. Casa–trabalho, 20 minutos. Close enough. (Alguém que faça o rage comic a condizer ;-) ! )

 

Ainda sobre a greve, uma irritação vocabulária que as notícias me causam: porque se diz que os transportes cumprem um dia de greve? Tenho para mim que as obrigações é que se cumprem (os clubes de futebol cumprem calendário, etc.)...

Piolho Sintético às 09:26 | link do post | comentar
Quinta-feira, 03.11.11

Caro grupo de trabalho para reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa:

(Este grupo)

Lisboa não acaba no Campo Grande.
(Embora para os lados da linha azul já pareçam saber que Lisboa não acaba no Colégio Militar, que era onde costumava haver outro encurtamento de serviço fora da hora de ponta.)

 

Entre fases da maravilhosa "Rede 7", supressões silenciosas, e esta proposta maravilhosa, só falta ao Lumiar e à Ameixoeira serem oferecidos ao município de Odivelas...

 

Se estão dispostos a medidas tão idiotas como a redução da velocidade de circulação das composições fora das horas de ponta, que tal pensarem em coisas inteligentes estilo: em vez de fecharem troços inteiros a partir das 21h30, fecham estações intermédias, no centro de Lisboa (estações mais próximas, mais carreiras da Carris) a partir dessas horas (ou similares)? Eu ajudo-vos:

  • Parque (está entre duas estações de correspondência - o Marquês e São Sebastião).
  • Picoas (está entre duas estações de correspondência - o Marquês e o Saldanha). Sim, os funcionários mais tardios do vosso amigo Zeinal têm de subir a Fontes, uuuuh!
  • Alto dos Moinhos ou Laranjeiras (só uma; até podia ser a das Laranjeiras, mas como estão a querer matar uma carreira que faz a Estrada da Luz toda não sei).
  • Vá, se fizerem muita questão, a Cidade Universitária a partir das 22h00.
Depois até podem fazer uma coisa gira, que é: acederem, perante contrapartida, a que as estações fiquem abertas até mais tarde quando há algum evento (Parque para a Feira do Livro, por exemplo). Duplo dinheiro em caixa! Poupam no dia-a-dia, e, em dias especiais, ganham dinheiro para fazer o que sempre fizeram de borla, que é ter o Metro a funcionar!
Outra coisa que se calhar não repararam: vejam aqui o mapa geográfico (e não esquemático) da rede do Metro. Não estão a ver? Então eu digo-vos: as estações de Metro da Cidade Universitária e das Laranjeiras são estupidamente próximas. No entanto, para ir de um para a outra, tem de se ir dar uma grande volta... excepto se se apanhar a carreira 764 (com a qual querem acabar)! Além disso, é, por princípio, estúpido reduzir a oferta de transportes públicos a uma cidade universitária, para além do mais uma cidade universitária recentemente alvo de (correctas e necessárias) medidas de disuasão de uso do transporte particular.
Gostava de saber onde decorreram as reuniões destes cavalheiros e como para lá se deslocaram...
Quinta-feira, 04.08.11

Bon Jovi Open Air

No Domingo lá estive, com bilhetes comprados em Novembro, vinte minutos antes do início oficial do respectivo período de venda.

O concerto foi brutal, o Jon é bom todos os dias — não obstante eu ser heterossexual praticante, este "bom" não se refere apenas à música, há que dar crédito onde ele é devido ;-)!

Outros créditos que têm de ser dados: ao Metropolitano de Lisboa. Forneceram um serviço prolongado (último comboio às 1h15) e reforçado (7 em 7 minutos), e se demorámos um tempão a entrar para a estação da Bela Vista foi por uma simples razão: porque o Homo sapiens portucalensis é um bicho que simplesmente não pensa.

Acabando de descer as escadas, o que encontrámos não foi um cenário de multidão em filas para os torniquetes (como seria esperável à saída de um evento com mais de 50 mil espectadores — menos tinha a Bênção em Maio e era o cenário), mas sim filas para as máquinas para comprar bilhete, com os torniquetes às moscas! Porra, mas nem com os preços a subirem brutalmente à meia-noite (de dia 31 para dia 1) a malta pensa que "se calhar até não é má ideia comprar o bilhete de volta logo à ida"?! Claro está que, no meu grupo, nós tínhamos todos bilhete ou passe, foi só entrar num metro cheio como se fossem cinco da tarde, e seguir viagem. A opção de deixar o carro no Saldanha foi, portanto, acertadíssima!

Sábado, 09.07.11

Gostei muito do Metro do Porto, mas...

...IPO não é, de todo, nome que se dê a uma estação de metro (e para além do mais, foi “a minha estação” durante os últimos dias). Independentemente do que se faça para precisar da estação (morar, ficar num hotel, ir para uma aula), diz-se a alguém que se sai na estação IPO e pensa-se em cancro. É coiso. O instituto até tem um epónimo, não podia ter ficado a estação "Francisco Gentil"?

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