Troca de contexto
Depois de, entre ontem e hoje, ter vigiado dois exames e ter corrigido 90 quintos-de-exame e 60 meios-exames, eis que tenho o primeiro semestre às costas. Agora é abrandar uns dias porque não tarda aperta a preparação do segundo.
Depois de, entre ontem e hoje, ter vigiado dois exames e ter corrigido 90 quintos-de-exame e 60 meios-exames, eis que tenho o primeiro semestre às costas. Agora é abrandar uns dias porque não tarda aperta a preparação do segundo.
Será que os habitantes desta “casa” (no sentido laboral da coisa) perdem as chaves da própria casa com a mesma frequência com que perdem o cartão que abre as portas das salas aqui do work? Tudo bem que as consequências não são bem as mesmas (se a pessoa comunicar o que aconteceu, é só reprogramar as fechaduras para não aceitarem aquele cartão), mas é preciso um sentido de responsabilidade assim tão grande para não perder aquela merdinha de 8.5×5.5 cm?
O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano [Martins, candidato do PS à presidência do governo], que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o Governo da República podia aplicar sanções sobre o governo regional, se o governo regional continuasse com obras a fazer dívida, porque eles não nos tinham dado o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida. (...) Foi por isso que não era aconselhável, porque eles ainda nos tiravam mais dinheiro (...).
— Alberto João Jardim diz que omitiu 1113 milhões em "legítima defesa" da Madeira
Querido diário,
Descobri este fim-de-semana um novo estilo de vida que pretendo explorar em mais pormenor: a legítima defesa à moda da Madeira. Consiste em fazer todas as prevaricações possíveis que se possam justificar com “legítima defesa” contra a força da lei e/ou contra o curso normal das coisas. Exemplos:
Eu sei que nem o modus operandi nem o descaramento são novos. Mas quando o exemplo vem de cima é outra coisa.
Tira de hoje de Doghouse Diaries
Muita, mas mesmo muita, gente pensa assim. Eu não. O chat está ao lado do email, que uso para o trabalho, por isso o argumento “Se estás no Gmail não estás muito ocupado” cai por terra. Também me podem dizer “Ah, podes desligar o chat”, porque se esquecem que também o posso usar para coisas importantes como trocar impressões de trabalho, ou perguntar ao colega duas salas ao lado se vem almoçar agora — o que é diferente de estar disponível para palheta “então, tudo bem? essa vidinha? muito trabalho?”. Por isso, o meu estado de busy no chat do Gmail é já há uns meses complementado por um link para a entrada no The Free Dictionary que explica o significado da palavra “busy”. Agora se resulta, ...
Estou naquelas alturas em que olho para trás e um bocadinho para a frente (no tempo), e à volta (espacialmente falando), e só me apetece dizer a quem ainda for a tempo: não estudem mais do que o estritamente necessário. Licenciem-se e vão à vossa vida.
(E no entanto aqui estou eu a fazer malabarismo entre escrever 2 artigos, fazer os slides e o poster para ir apresentar outro ao Porto, rever 3 artigos escritos por outros investigadores, compor 2 relatórios de progresso do meu doutoramento, e a ficar, dentro das circunstâncias, contentíssimo por estar no horizonte a possibilidade de, durante um ano, acumular funções docentes com o trabalho do doutoramento a um preço miserável. E sim, eu sei que é fim-de-semana prolongado.)