Sexta-feira, 27.01.12

echo "bimby" | sed s/y/os/

Acho um piadão a pessoas que vão a casa dos pais deixar roupa para lavar/passar, ou buscar comida feita quando não lhes apetece ligar a Bimby, e se autointitulam “independentes”.

 

(Se usar uma Bimby é cozinhar, então puxar o autoclismo é fazer limpezas.)

Piolho Sintético às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 31.10.11

Peditório

Loja do Cidadão, mudar a morada. No Cartão do Cidadão, 3 euros (e é preciso ir lá duas vezes). Na carta de condução, 15 euros (e é preciso levar fotografia!). No documento único automóvel, 30 euros.

Não há quase nada que uma pessoa vá lá fazer que não custe dinheiro. Posto isto, qual é a ideia de haver gente a pedir à porta da Loja do Cidadão? Uma pessoa ainda vem atordoada, ok?

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Piolho Sintético às 17:10 | link do post | comentar
Quinta-feira, 28.07.11

Do cabelo

Hoje no banho concluí uma coisa: a minha relação com o amaciador é análoga à que uma mulher tem com um marido que lhe bate e/ou bebe e/ou  a trai. “Ah, foi só desta vez, não se vai repetir!” O tanas! Só uso amaciador de vez em quando, quando (do alto da minha meramente empírica pseudo-sabedoria capilar*) acho que “ele está a precisar”. Sempre que o faço, ele fica macio de mais ou o raio que o parta, e é um caso sério penteá-lo. Mas aqui o tóino pensa sempre que “desta vez vai ser diferente”...

* - cujas limitações se devem ao facto de que só ter aprendido a pentear-me há alguns meses, pois até aí os sucessivos estilos adoptados (alternando entre o corte à escovinha e o despenteado com gel) a tal não me haviam obrigado.

Outra novidade com que o meu cabelo me decidiu presentear nas últimas semanas: dia sim, dia não, olho para o espelho do elevador e vejo um (um!) cabelo branco acintoso, que se espeta para se exibir no meio dos demais. Escusado será dizer que o arranco sempre: eu até nem me importo com o óbvio destino de vir a ficar um George Clooney, mas agora ter só um branquinho aqui armado ao pingarelho é que não!

música: Wim Mertens - Often a Bird
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Piolho Sintético às 13:00 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Domingo, 24.07.11

Don't speak

É das piores coisas que se pode ter na vida: pessoas que não nos falam (ou, pior, que não sabemos bem se nos falam ou não). Felizmente tenho poucas. (Imagem via Foi (Mesmo) Assim Que Aconteceu.)

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Piolho Sintético às 23:13 | link do post | comentar
Sexta-feira, 01.07.11

Mafu

O how-to of the day no wikiHow (esse site maravilhoso onde aprendi, em emergências passadas, a coser um botão numa camisa, a cozer um ovo, e a fazer um nó de gravata Windsor) é “How to Know if You Are in a Parasitic Relationship”. That reminds me of something... Não precisei de ler isto para perceber como as coisas deviam ser vistas e feitas. Curiosamente, tudo bate certo — até a história de fazer listas. E ainda hoje percebo que há muito boa gente que não compreende que <metáfora>quem mata um mosquito por estar farto de ser mordido</metáfora> não é o mau da fita. Aliás, não tem de haver maus da fita: há pessoas que (bem ou mal) agem e pessoas que (bem ou mal) não agem.

Piolho Sintético às 19:05 | link do post | comentar
Sábado, 11.06.11

Desabafo

Estou naquelas alturas em que olho para trás e um bocadinho para a frente (no tempo), e à volta (espacialmente falando), e só me apetece dizer a quem ainda for a tempo: não estudem mais do que o estritamente necessário. Licenciem-se e vão à vossa vida.

(E no entanto aqui estou eu a fazer malabarismo entre escrever 2 artigos, fazer os slides e o poster para ir apresentar outro ao Porto, rever 3 artigos escritos por outros investigadores, compor 2 relatórios de progresso do meu doutoramento, e a ficar, dentro das circunstâncias, contentíssimo por estar no horizonte a possibilidade de, durante um ano, acumular funções docentes com o trabalho do doutoramento a um preço miserável. E sim, eu sei que é fim-de-semana prolongado.)

Piolho Sintético às 14:46 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 29.05.11

Banco Alimentar contra a fome

Neste país há fome. [...] Não é suposto virar-se a cara e fazer de conta que não se vê.

Made in Lisbon

Ao lado de minha casa, mesmo ao lado, porta com porta, há um Pingo Doce. Quando há campanhas do Banco Alimentar, dou lá sempre um saco, chego a ir de propósito só para isso. Ontem nem sabia que havia recolha, fui lá comprar umas coisas e, assim que percebi que havia recolha, fui direitinho buscar um saco vazio. Não dei muito, desta vez: uma lata de salsichas, uma lata de atum, e um pacote de massa. Mas ao menos dei. Fico com a consciência tranquila de que, com 1 euro e meio (que não me deixou gravosamente mais pobre), posso ter dado de jantar a 3 ou 4 pessoas necessitadas. Custava assim tanto muito mais gente fazer o mesmo? 1,50€ não chega a meio maço de tabaço, porra! Tal como a Maria, passei por privações, mas não passei fome. Não passei porque, no meio das privações, houve quem passasse fome para que eu não passasse. O pior que me aconteceu foi comer iscas quase todos os dias, magistralmente confeccionadas de formas diferentes para parecer que era um prato diferente. Não passei fome, mas vi-a passar, e isso não se esquece.

Adiante.

O donativo que referi foi depois do almoço. Ao fim da tarde tive de lá voltar porque me tinha esquecido de comprar algo. Fui abordado pelos voluntários do Banco Alimentar, mas prontamente lhes dei as boas tardes e disse que já tinha ali ido anteriormente e tinha feito o meu donativo. Quando estava na fila para a caixa, pus-me a reparar nas pessoas que entravam, e passavam pelos voluntários, e é incrível a esmagadora maioria de pessoas que baixa ligeiramente o pescoço e passa a direito, sem dizer ai nem ui, e deixando os voluntários a “falar para a mão” (nem para a mão é, é mesmo para o ar). Ninguém é obrigado a dar, não contrario isto. Mas ver tanta gente enterrar a cabeça na areia perante tudo isto dói. Como dizia o meu pai, “a boca que diz ‘sim’, diz ‘não’ ”. E di-lo tão melhor quanto bem alimentada esteja: que nunca lhes falte.

Edit: Wow, não imaginava que este post ia dar esta explosão de visitas e comentários. Obrigado ao SAPO por ter destacado proeminentemente este post na sua página inicial.

Domingo, 15.05.11

BBB: Bênção, Bairro, Bed

Ontem o Bairro estava óptimo: composto sem estar a abarrotar, nada de figuras (muito) tristes, a noite estava amena, e a companhia era óptima. Pena que tinha em cima do lombo uma noite muito mal dormida (duas horas e meia) e algumas horas em pé a assistir à Bênção de Finalistas. Os quatro cafés tomados ao longo do dia não fazem milagres, e passadas duas horas e uma imperial, os presentes que me perdoassem, mas só queria era a minha caminha.

* - Quando digo figuras muito tristes falo de pancadaria e afins. As bebedeiras infantis já são ruído de fundo, e nisso Santos mete-me muito mais impressão (lá as bebedeiras são literalmente infantis).

Piolho Sintético às 14:37 | link do post | comentar
Quinta-feira, 07.04.11

Papá preciso de dinheiro STOP Urgentemente STOP

Governo formaliza hoje por escrito pedido de ajuda à Comissão Europeia. Não pondo em causa a qualidade dos nossos “cientistas políticos” e respectivos escribas, mas vejamos. A mais calejada das equipas de investigação (composta por doutorados, doutorandos, mestrandos, e quejandos) é capaz de demorar, no mínimo, duas semanas a preparar uma proposta de projecto para submeter à Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Duas semanas, no mínimo, para redigir a descrição do que está feito, do que há a fazer, como, por quem, e a provar por A+B que o trabalho proposto dá bom uso a, no máximo, 200 mil euros de fundos comunitários e do Orçamento de Estado.

E uma ajuda expressa em múltiplos de “mil milhões”, que até agora iria ser um recurso quase jamais (ler em francês), pede-se “assim”, numa cartita, de um dia para o outro?

Piolho Sintético às 16:08 | link do post | comentar
Quinta-feira, 06.01.11

Cutchi cutchi

Eu sei que cada um sabe da sua vida, e que temos liberdades adquiridas, e tal e coiso. Mas não deixo de ter em baixa consideração as pessoas que põem fotos dos filhos bebés à toa na Web (blogs, Facebook, etc.). Que sensação pode ter, mais tarde, uma criança ou adolescente, quando perceber que, antes de ele saber o que era o mundo, já um jornal qualquer (ou o Correio da Manhã) gamou uma foto dele do Facebook da mãe para ilustrar uma notícia qualquer sobre aborto, ou meningite, ou pedofilia, ou raptos? Está bem que os álbuns de família conseguem ser tão ou mais vergonhosos, mas ao menos esses ficam em casa!

Piolho Sintético às 14:50 | link do post | comentar

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